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30 de maio de 2007

YOGA NA ADOLESCÊNCIA

Postado por admin em 30 de maio de 2007

Apesar de muitos artistas e esportistas praticarem Yoga, muita gente ainda pensa que isso é coisa de velho e imagina que a aula seja muito parada. O yoga, uma filosofia nascida na Índia há mais de 5 mil, é tão amplo que há vários estilos que combinam com diferentes fases da vida ou estados de espírito.

O indiano Krishnamacharya, um dos professores de yoga mais importantes do mundo (morreu aos 101 anos em 1989), dizia que há até mesmo uma prática de yoga para cada pessoa, e que o professor ajuda o aluno a desenvolvê-la. Então, claro que há modalidades que se encaixam no estilo de vida mais agitado de adolescentes também.

Krishnamacharya desenvolveu idéias sobre o yoga que são referência até hoje, muitas vezes usando o corpo como ferramenta para atingir um estado de mente tranqüila e obter novas idéias sobre um objeto ou assunto por meio do estado de meditação. Quando o corpo é usado na prática do yoga, a modalidade é o Hatha Yoga, e dentro do hatha há vários estilos. No hatha, Krishnamacharya desenvolveu, no auge de sua evolução em aulas e pesquisas, a prática pessoal, coordenando respiração com movimentos do corpo. Essa prática se encaixa no estilo Vinyoga.

Ashtanga

Quando Krishnamacharya era mais jovem, ensinava um tipo de yoga mais “energético”, rápido e dinâmico, principalmente em aulas para adolescentes e crianças.

Um de seus alunos mais famosos, Pattabhi Jois, aprofundou-se nessa prática e espalhou um dos yogas mais populares no mundo de hoje, o Ashtanga Yoga.
É um dos tipos de yoga preferidos de pessoas que ainda não têm muita capacidade de concentração (se ficar sentada com os olhos fechados por 15 minutos parece impossível para você, o ashtanga e outras modalidades do hatha podem ser um bom começo).

Também ficou popular na Europa e na América porque a prática deixa o corpo forte e flexível (e práticas que ajudam a formar um corpão ainda são o sucesso número 1 do Ocidente!).

A prática de ashtanga é também uma coordenação de respiração com exercícios físicos (por exemplo, expira quando desce a cabeça em direção ao chão; mantém-se nessa posição por cinco respirações completas e sobe o tronco inspirando). São seqüências fixas das posturas, então você já tem idéia (ou não!) do seu próximo desafio.

Por ser uma prática dinâmica, exigir muita atenção durante os exercícios (para coordenar tudo) e garantir um corpo firme na busca do auto-conhecimento, combina bastante com o estilo de vida dos adolescentes. Mas é bom ser conduzido, principalmente no começo (na verdade, os indianos dizem que nunca é hora de abandonar um professor).

Um professor atencioso é importante porque como é uma aula “forte” e as posturas se repetem, o aluno que faz um movimento errado (por exemplo, contrai demais o pescoço em certas posturas ou deixa o ombro cair para a frente em outras), pode ficar com sérios problemas principalmente na coluna, nos ombros ou nos joelhos.

Para você ter uma idéia de como é coordenar respiração com movimento (e de como isso é uma delícia, diferente de qualquer ginástica que você já tenha feito), aqui vai uma seqüência de vinyoga — o ashtanga não deixa de ser uma variação mais “exigente com o corpo” disso. Experimente!

Iyengar

Você também deve ter ouvido falar bastante neste nome e visto em placas de muitos estúdios e academias de yoga. Quando Krishnamacharya (lá vem ele de novo!) era jovem, também ensinava um estilo de yoga mais rígido de posturas. Seu aluno mais famoso aprofundou-se nessa prática, que foi batizada com o seu nome, Iyengar.

Nas aulas, os alunos ficam parados, sustentando uma posição no tempo de várias respirações e, pouco a pouco, vão conhecendo melhor o seu corpo e corrigindo a postura— por fora, no alinhamento, e por dentro, na atitude e no jeito de entender o mundo e si mesmo. E, para ajudar na evolução, durante as aulas os alunos usam acessórios (os “props”) para ajudar a manter as posturas, como blocos, cintos e almofadões.

Pergunta extraída do livro The Heart of Yoga. Quem responde é Desikachar, filho de Krishnamacharya:

Por que há tantos tipos diferentes de yoga?

Porque yoga não é algo fixo, estável. Yoga é criação. Eu sei que o jeito que você ensina é diferente do jeito que eu ensino, que é diferente do jeito que o meu pai ensinou. Nós todos temos experiências diferentes, vivências diferentes e perspectivas diferentes sobre o yoga e por que ele é importante para nós. Então não é surpresa que pessoas diferentes encontrem coisas diferentes num mesmo ensinamento de yoga.

Até mesmo na nossa própria escola de yoga diferentes professores ensinam de jeitos diferentes de acordo com suas perspectivas e interesses em yoga. O Yoga Sutra diz que cada pessoa obtém coisas diferentes de um mesmo ensinamento, baseadas em sua própria perspectiva. Não há nada de errado nisso. É assim mesmo.

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